Entrevista com Pedro Barbosa, autor do livro "Harvard Trends 2013"

Docente universitário aponta alguns dos principais desafios atuais que as empresas têm de enfrentar ao nível da gestão e do marketing

O SIM é um espaço online de perspetivas, partilhas, entrevistas e informações inspiradoras

Este é um blogue da LivingBetweenMedia e move-nos a vontade de ver as coisas por um ângulo diferente!

Somos aquilo que lemos? É possível ganhar novas competências na leitura?

Saber escolher as fontes e interpretá-las corretamente é uma competência fundamental numa sociedade onde a informação é aparentemente excedentária

As redes sociais são um desafio para as empresas

Aprender a gerir a presença nas redes sociais é fundamental. A potência viral destas redes funciona para o bem e para o mal

Educar para os media é abrir o olho para o mundo real

No mundo global, um cidadão que saiba interpretar o papel dos media é mais competente em qualquer profissão. A LivingBetweenMedia partilha essa visão

Mostrar mensagens com a etiqueta Negócios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Negócios. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Marcas que fazem (quase) tudo pelos clientes

O frango deixou de ter ossos e os hambúrgueres podem ser comidos sem mãos. Admirado? Então "desadmire-se". É tudo uma questão de posicionamento. Cientes de que o mercado está cada vez mais exigente, algumas marcas começam a introduzir inovações na sua oferta que seriam impensáveis até há bem pouco tempo.

Há chancelas, como o caso do IKEA e do Lidl, que põem os clientes a trabalhar. Não há cá mordomias. Em troca de preços acessíveis, o consumidor percebe que tem de ser prático, que o local das compras não se destaca propriamente pelo requinte e que o tipo de atendimento proporcionado é diferente, por exemplo, do que é levado a cabo pelos funcionários das Boutiques Nespresso. Não há problema nenhum nisso. O cliente sabe ao que vai.

Regra geral, as marcas de fast food também colocam os seus clientes a trabalhar para si. Não há, salvo raras excepções, atendimento à mesa e os espaços são pensados de forma a que o visitante tenha a maior autonomia possível. É o posicionamento.

Mas começam a surgir novidades que indicam que algumas chancelas deste segmento, em determinados detalhes, querem que o cliente passe a ter o mínimo de trabalho possível. Até porque o tempo é um bem cada vez mais escasso e até na hora das refeições há pressa. Vamos conhecer os casos de Burger King e KFC.

A propósito dos 50 anos da marca em Porto Rico, a Burger King está a oferecer um objeto que permite comer um hambúrguer e ter, ao mesmo tempo, as mãos livres. O mesmo permite ficar apoiado num mesa ou mesmo ser colocado no pescoço e andar na rua a comer ao mesmo tempo. Veja o vídeo:


Por seu turno, e após a realização de um estudo para o efeito, a KFC deu conta que os ossos do frango estavam a ser um problema. Principalmente os consumidores mais jovens, queixavam-se que era desconfortável estar a comer os produtos da marca, que tanto admiram, com a constante preocupação de se depararem os ossos. Conclusão: não estavam a comer descansados.

O que é que a KFC fez? Eliminou a maioria dos ossos nos seus menus. Uma das suas mais recentes campanhas dá precisamente conta que 80% do frango que a empresa serva já não tem osso. E para fugir a qualquer tipo de polmica, a marca garante que os ossos são retirados manualmente, não havendo, assim, recurso a qualquer tipo de especulação sobre a criação de aves geneticamente modificadas sem osso. Pode ver um dos vídeos desta campanha aqui:

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Empresários e desempregados partilham experiências

Cinco gestores de empresas vão explicar a estudantes e desempregados o que mais valorizam na hora de contratar, quais as principais características que apreciam num colaborador e que variáveis levam ao sucesso empresarial. Filipe Vila Nova (Salsa), Miguel Peixoto de Oliveira (Edigma), Manuel de Oliveira Marques (Hospitais Senhor do Bonfim), Manuel Ramos (Mabera) e Vasco Figueira (Kung Portuguesa) vão liderar um workshop onde partilharão, frente a frente, experiências e conhecimentos com desempregados, empreendedores, estudantes e recém-licenciados à procura do primeiro emprego. 

Se estivesse à procura do primeiro emprego, desempregado ou mesmo com vontade de ser empreendedor e tivesse a possibilidade de estar frente a frente com CEO’s de empresas de diferentes sectores, o que lhes perguntaria? É essa oportunidade que a Faculdade de Ciências da Economia e da Empresa da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão proporciona esta quinta-feira, dia 6 de junho. 

Integrado na V Edição das Jornadas da Economia & Empresa, organizada por aquela instituição de ensino em parceria com a LivingBetweenMedia, sob o lema “O Talento és Tu!”, o workshop realiza-se na Casa do Território, localizada no Parque da Devesa de Vila Nova de Famalicão. 

Numa altura em que o país atinge números preocupantes de desemprego, a Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão quer aproximar o meio académico ao tecido empresarial e contribuir para a preparação da entrada dos desempregados no mercado de trabalho. Para isso, alguns jovens terão a possibilidade de contactar diretamente com empresários da região e receber os seus conselhos. 

A sessão de trabalho contará com uma mão cheia de empresários da região que aceitaram o desafio de contactar “in loco” com alunos da Universidade Lusíada e de algumas escolas secundárias do concelho, bem como com alguns desempregados indicados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, que é parceiro desta iniciativa. Miguel Peixoto de Oliveira (Edigma), Manuel de Oliveira Marques (Hospitais Senhor do Bonfim), Vasco Figueira (Kung Portuguesa), Filipe Vila Nova (Salsa) e Manuel Ramos (Mabera) serão os gestores presentes no local para partilhar experiências. 

“A ideia passa por permitir que futuros profissionais, atuais profissionais no desemprego e empreendedores troquem ideias e impressões sobre a importância do Talento, qual a expectativa das empresas na hora de contratar funcionários, bem como perceber a importância das novas ideias no mercado de trabalho”, refere Elizabeth Real, diretora da Faculdade da Ciências da Economia e da Empresa da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Swedwood Portugal passará a chamar-se IKEA Indústria

A empresa responsável pelo fabrico de mobiliário que é comercializado pelo IKEA irá mudar de nome a partir do próximo mês de setembro. A filial portuguesa do Grupo Swedwood passará a designar-se IKEA Indústria. Uma confirmação dada pela responsável de recursos humanos da empresa, Nair Barbosa, que fez parte do grupo de oradores da conferência “O Talento és Tu!”, realizada no dia 31 de maio na Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão.

A Swedwood Portugal produz móveis e componentes de madeira para o IKEA, fazendo parte do universo empresarial da multinacional sueca. Ao contrário das lojas IKEA, o negócio das fábricas tem sentido dificuldades de comunicação no nosso país, essencialmente porque o nome (Swedwood), “não foi facilmente recebido pelos portugueses, o que dificulta a identificação e reconhecimento da marca”, afirma Nair Barbosa.

Por essa razão, “a partir de setembro a empresa vai passar a ter a designação de IKEA Indústria”. Uma medida que visa o maior reconhecimento do público português e também do mercado de trabalho, já que a marca quer ser cada vez mais apetecível para os melhores profissionais. 

“Queremos que um lugar na nossa empresa seja sentido como o melhor emprego do mundo”, refere a responsável. A empresa sueca considera que talento é a paixão dedicada ao trabalho e é esse tipo de colaboradores que procura. “É importante para nós conseguirmos captar e reter talento, com o intuito de ter os melhores em cada departamento”.
Nair Barbosa, à direita, foi um dos oradores convidados pela Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão

Nair Barbosa indicou também alguns dos valores partilhados por todos os trabalhadores da (ainda) Swedwood Portugal: “tudo se faz com simplicidade, sem burocracias e formalidades; o empenho das pessoas é muito valorizado; o baixo custo, imagem da marca IKEA, também se transporta para dentro da filosofia e gestão da empresa; e por fim, todos podem contribuir com ideias e empreender”.

Para a responsável, o talento faz a diferença. “Sempre com o foco em criar resultados, a utilização conjunta de cérebro, coração e audácia, por cada um dos trabalhadores, traz grandes benefícios”. Na Swedwood todos os colaboradores são importantes nas decisões tomadas. “Todos são líderes. Temos que ser bons exemplos e ter a capacidade de inspirar os outros colegas. Em complemento, temos de ser capazes de pensar pela nossa cabeça e ser críticos. Com o contributo de todos, felicidade e motivação no trabalho é possível melhorar”, concluiu.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Low-Cost.Come: O fermento de um negócio em expansão

O cenário económico em que vivemos abriu a porta a novos negócios. São os filhos da crise, que promovem ofertas mais acessíveis e permitem poupanças aos consumidores. Assim acontece com a Low-Cost.Come, marca de restauração de baixo custo que está a registar um crescimento galopante. O mentor do negócio esteve presente na Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão, a propósito das V Jornadas da Economia e da Empresa desta instituição de ensino.

Com uma pastelaria falida nas mãos, Paulo Costa, padeiro e empresário de Oliveira de Azeméis sentiu que tinha de mudar a estratégia. O estabelecimento estava em dificuldades e, se nada fizesse entretanto, dificilmente poderia manter os 15 funcionários. Estávamos em setembro de 2011 e foi aí que nasceu a Low-Cost.Come. Hoje conta com 38 trabalhadores.

A ideia não podia ser mais simples: vender pão mais barato. A juntar a isto, todo o negócio se focou num modelo de restauração de baixo custo, com maior simplicidade na oferta, menos acessórios e preços mais baixos. Os clientes gostaram do conceito, a loja começou a encher e a ser falada, sendo que o aparecimento nos media deu o empurrão certo para a marca.

“A exposição mediática foi um fermento fantástico. Até para uma televisão da Coreia do Sul falei! Poucas horas depois da primeira entrevista começaram a chover emails e telefonemas com pedidos de informação. Todas as notícias que saíram ajudaram a captar investidores interessados. E assim, uma pequena empresa de Oliveira de Azeméis, tornou-se uma marca nacional com presença em várias cidades”, contou Paulo Costa.

Com a implementação de uma rede de franchising, a Low-Cost.Come conta atualmente com 16 lojas a funcionar no país. E a expansão vai continuar. “Em breve, o número de franchisados irá aumentar para 35. As próximas aberturas serão em Benfica, no Funchal, em Setúbal e no centro de Lisboa”, revelou o empresário que se congratula por a sua marca “já ter gerado um volume de investimento em Portugal na ordem dos 7,5 milhões de euros”, valor que aumentará, dado que espera fechar mais 50 contratos nos próximos meses. 


Questionado sobre a importância do talento no êxito do seu negócio, o empresário não tem dúvidas. “Ou somos competentes ou não. Só estando felizes e trabalhando muito é que ficamos motivados para fazer as coisas acontecerem. Só desta forma nos vai ser possível chegar ao final do ano com uma faturação de um milhão de euros”, explicou.

Cada loja da marca produz perto de 6000 pães por dia. Por isso, a produtividade é uma exigência para Paulo Costa. “Para os nossos padeiros garantirem essa produção têm de ter talento, caso contrário será sinal ‘tá lento’ e não cumpre os objetivos”. 

Todos os promotores dos franchisados do Low-Cost.Come têm formação superior. “Mesmo que não sejam da área da padaria ou pastelaria, queremos que sejam pessoas licenciadas, com vontade de trabalhar e aprender”, diz. Cada franchisado tira ainda partido da central de compras que a marca possui, que garante preços mais baratos junto de fornecedores. “À medida que crescemos, criámos economia de escala e ganhámos poder negocial. E agora são as principais marcas que nos procuram para estarem incluídas na nossa oferta”, frisou Paulo Costa. 

Formado em Gestão Hoteleira, o empresário está em vias de arrancar com a internacionalização. “Temos recebido contactos e estamos a analisar as possibilidades. Para já, vamos iniciar o processo de registo da marca em países como Espanha, Angola e Moçambique”, referiu.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Talento leva Tony Carreira e empresários à universidade

Numa altura em que o país atinge números preocupantes de desemprego, a Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão quer aproximar o meio académico ao tecido empresarial e contribuir para a preparação da entrada dos desempregados no mercado de trabalho. Para isso, alguns jovens terão a possibilidade de contactar diretamente com empresários da região e receber os seus conselhos. Tony Carreira também estará em Famalicão para falar sobre a importância da gestão do Talento numa carreira profissional. A LivingBetweenMedia apoia a iniciativa e marcará presença neste evento.

A Faculdade de Ciências da Economia e da Empresa da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão vai realizar, nos dias 31 de maio e 6 de junho, a V Edição das Jornadas da Economia e da Empresa. O tema deste ano é “O Talento És Tu!” e o evento tem como objetivo contribuir para “dotar a sociedade de ferramentas capazes de melhorar a sua qualidade de vida e de criar condições para um melhor aproveitamento das oportunidades”, explica Elizabeth Real, diretora da Faculdade de Ciências da Economia e da Empresa da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão.

Em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, a rede Famalicão Empreende, o Instituto de Emprego e Formação Profissional, a LivingBetweenMedia e várias empresas da região, a instituição de ensino pretende reforçar o “compromisso com os alunos e o tecido empresarial, no sentido de garantir ao mercado de trabalho que formamos não só profissionais de excelência como cidadãos responsáveis”, acrescenta a responsável.

Cientes “de que o Talento vem de dentro de cada indivíduo, organização, universidade ou empresa”, como refere Elizabeth Real, os organizadores das Jornadas deste ano planearam um programa distribuído por dois dias e com uma vertente muito prática.

No dia 31 de maio, para além da sessão de abertura oficial do evento, terá lugar uma conferência sobre a “Atração e Retenção de Talento”, na qual representantes de empresas como a Salsa, a Swedwood e a Lowcost.Come, vão explicar o que mais valorizam na hora de contratar recursos humanos. “É nossa convicção de que esta partilha de informação, que estará aberta ao público em geral, será útil para quem necessita adoptar uma procura ativa de emprego”, refere a diretora da Faculdade de Ciências da Economia e da Empresa da Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão.

Ainda no dia 31, o cantor Tony Carreira estará na instituição de ensino para dar o seu testemunho sobre a importância do talento na carreira profissional e empresarial, cabendo à LivingBetweenMedia a realização da entrevista ao artista. “De salientar que é a primeira vez que esta carismática figura da música portuguesa se desloca a uma instituição de ensino e aceita um desafio deste género que será também aberto à população em geral, estando disponível para responder a algumas perguntas pelo público presente”, argumenta a organização do evento.

Já no que diz respeito ao dia 6 de junho, vão realizar-se, na Casa do Território, duas ações de formação. A primeira destina-se a profissionais de recursos humanos, enquanto a segunda contará com uma mão cheia de empresários da região que aceitaram o desafio de contactar diretamente com alunos da Universidade Lusíada e de algumas escolas secundárias do concelho, bem como com alguns desempregados. Miguel Peixoto de Oliveira (Edigma), Manuel de Oliveira Marques (Hospitais Senhor do Bonfim), Filipe Vila Nova (Salsa) e Manuel Ramos (Mabera) estarão presentes no local para partilhar experiências e dar conselhos.

“A ideia passa por permitir que futuros profissionais, actuais profissionais no desemprego e empreendedores troquem ideias e impressões sobre a importância do Talento, qual a expectativa das empresas na hora de contratar funcionários, bem como perceber a importância das novas ideias no mercado de trabalho”, refere Elizabeth Real.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

IST Press: Lean Six Sigma Para Qualquer Negócio

Lean Six Sigma é uma corrente internacional que indica um conjunto de boas práticas que contribuem para a eficiência e sustentabilidade das organizações. Esta metodologia consiste na permanente melhoria de processos e eliminação de defeitos, capaz de tornar uma empresa mais lucrativa, com custos reduzidos e operações otimizadas.

Se for bem implementado, o conceito pode ter efeitos benéficos para empresas e organizações. Na década de 80, a Motorola foi uma das primeiras a adotar a filosofia, aplicando uma série de ferramentas que trouxeram melhorias à sua produtividade e rentabilidade. A metodologia acabou por ser seguida por outras empresas como a General Electric e o Citibank. E perante o grande interesse do mercado, a Motorola criou mesmo um departamento para dar formação externa sobre esta metodologia.

Outra das origens do Six Sigma provem do Japão, concretamente do termo "Kaizen", que significa melhoria contínua e gradual a nível pessoal, familiar, social e profissional. A sua aplicação ao mundo nos negócios, foca-se na humanização das relações, assim como na identificação e eliminação de desperdícios, usando um método científico que foi testado pela Toyota. Uma corrente que em Portugal tem o seu expoente no Kaizen Institute Portugal, que já convenceu Sonae, Grupo Amorim, Unicer, CGD e Salvador Caetano.

Os projetos Six Sigma combinam análise estatística, qualidade de processos, estratégia organizacional e boa relação custo-benefício. Especialista acreditado na área, Ricardo Anselmo de Castro desvenda alguns dos segredos do Six Sigma e aponta os caminhos que devem seguir uma organização sustentável. Ricardo é engenheiro mecânico na Volkswagen Autoeuropa, que também adotou o conceito, e coordena um curso de especialização em Lean Six Sigma no Instituto Superior Técnico, instituição que editou esta obra. 

O Livro: A Lean Six Sigma é uma estratégia de negócio que tem vindo a ser difundida, aplicada e desenvolvida, ao longo dos anos, não apenas nas empresas de maior renome mundial mas, felizmente, em organizações de menor dimensão. Com um grande foco na eficácia e eficiência dos processos, produtos e serviços, a Lean Six Sigma diz o quê e como fazer para aumentar, de forma substancial, a riqueza, através de um pensamento claro, lógico e factual. Longe de estar amplamente divulgada e muito menos enraizada é de capital importância ganhar consciência do desperdício que nos rodeia e de quanto perdemos, diariamente, pelas coisas não correrem como o esperado; seja do ponto de vista do cliente, do colaborador ou do acionista.

Com o intuito de criar um sonoro insight no leitor, o livro divide-se em seis capítulos e um estudo de caso real. Após ser explanado o propósito do texto e descrito o panorama nacional atual, por notícias trazidas pela imprensa, o terceiro, quarto e quinto capítulos são dedicados à Lean Six Sigma, tanto em termos concetuais, como através de poderosos exemplos, sejam um hospital público português, a indústria automóvel, ou até uma praça de táxis. De igual modo, a gestão da mudança é analisada de forma pertinente, a partir de valiosas ferramentas. O último capítulo remete o leitor para as considerações finais, em jeito de síntese, reforçando os conceitos anteriores e sublinhando que a mudança para um mundo melhor começa em cada um de nós.

Dos gestores de topo aos jornalistas, dos engenheiros aos supervisores de produção, da logística à saúde ou do ensino ao pensamento científico, "Lean Six Sigma - Para Qualquer Negócio" é o primeiro livro em português europeu que mostra a simbiose de duas estratégias de negócio outrora independentes - uma proveniente do Japão e a outra dos Estados Unidos.

O Autor: Ricardo Anselmo de Castro é engenheiro mecânico do ramo de termodinâmica aplicada pelo Instituto Superior Técnico. Com uma especialização em gestão e avaliação de projetos pela Universidade Católica Portuguesa, é certificado em project management professional pelo Project Management Institute. Possui ainda a especialização em six sigma black belt pela American Society for Quality, tendo recebido, em 2010, o 1.º prémio de melhor projeto da especialidade, a nível nacional. Com experiência em áreas como a saúde e a indústria automóvel é também co-fundador e coordenador do curso de especialização em lean six sigma black belt no Instituto Superior Técnico.

Título: Lean Six Sigma - Para Qualquer Negócio
Editora: Instituto Superior Técnico
Lançamento: Novembro / 2012
Género: Gestão
N.º de Páginas: 232
Preço: 22,00€

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Há parques de estacionamento diferentes. Sabe porquê?

Longe vai o tempo em que a última inovação implementada nos parques de estacionamentos das grandes cidades passava pela adaptação do sistema de Via Verde para tornar mais rápido o pagamento. É que agora estes sítios onde deixamos, descansadamente, a viatura, servem também para tratarmos da nossa roupa. 

Roupa. É isso mesmo. Da próxima vez que estacionar o carro num parque na zona da Grande Lisboa, não estranhe se encontrar uns cacifos coloridos e que nada têm que ver com as máquinas de pagamento. São cacifos no qual pode colocar a roupa que precisa que seja lavada e engomada. Coloca lá a roupa suja e pouco tempo depois pode ir precisamente ao mesmo cacifo recolhê-la devidamente tratada. 

A ideia está a ser implementada pela empresa Click n’ Clean, uma lavandaria online que coloca os cacifos para recolha de roupa em edifícios como condomínios, zonas empresariais e parques de estacionamento. Os equipamentos são designados de Drop, estão colocados estrategicamente em locais que fazem parte do quotidiano non stop da atualidade, através de um sistema de comunicação simples, a empresa promete tratar da roupa de forma rápida e eficaz. 

Este negócio, criado em 2009 pelo Grupo Pinto Basto, está a ter mais implementação na Grande Lisboa e conta atualmente com cerca de 50 locais de entrega e recolha. Uma solução prática que tenta dar resposta ao dia frenético das zonas urbanas, onde muitos profissionais nem sempre têm tempo para cuidar de determinadas tarefas domésticas. 

Além de Portugal, a internacionalização também é uma meta para a Click n’ Clean. Espanha (Madrid) e Brasil (São Paulo) são objetivos prioritários.

sábado, 11 de maio de 2013

Saiba como potenciar a procura de emprego

Na hora de procurar novo emprego, os candidatos nem sempre se preparam da melhor forma, acabando por não conseguir criar o impacto positivo desejado junto das entidades recrutadoras. Planear as respostas que se dão aos anúncios, redigir currículos de forma apropriada e preparar bem as entrevistas de trabalho podem tornar a conquista de um emprego mais próxima da realidade.

De acordo com um estudo da consultora de recursos humanos Adecco, 75% dos desempregados não sabe definir um plano deva de emprego. Além disso, 4 em 5 dos candidatos apresentam currículos incompletos, sendo que 60% não consegue ter uma performance positiva nas entrevistas de emprego. Números que evidenciam de forma clara a impreparação de muitas pessoas em busca de trabalho.

Atenta a este facto, a Adecco decidiu lançar um programa internacional de formação gratuita para desempregados. O projeto chama-se Adecco Way to Work e abrange 50 países onde o grupo está presente (Portugal incluído), centrando-se na prestação de apoio exclusivo a pessoas sem trabalho, com especial enfoque na população jovem inativa.

No caso português, esta plataforma vem ajudar a combater o aumento da taxa de desemprego, que atinge atualmente os 17,7%, sendo que o desemprego jovem se cifra nos 42,1%. As orientações para procura de emprego consistem num conjunto de workshops de formação e orientação profissional que incluem dicas sobre como responder a um anúncio, redigir um CV e preparar entrevistas, entre outros.

"A Adecco vai colocar o seu conhecimento ao serviço da sociedade. Queremos ajudar os candidatos a desenvolver as suas carreiras profissionais e a evidenciar o seu potencial. Este é um programa exclusivo para desempregados e, naturalmente, também muito focado para a geração mais jovem, muito afetada por este flagelo social" explica David Sanglas, diretor geral da Adecco Portugal.

As sessões formativas sobre técnicas de procura de emprego vão realizar-se, numa primeira fase, em Lisboa, com periodicidade semanal (sextas-feiras), durante os meses de maio, junho e julho. A participação está sujeita a inscrição prévia, através do email resp.social@adecco.com, com limite de 20 pessoas por workshop. Informações adicionais podem também ser consultadas na página de Facebook e Twitter.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sonae lança MO e concorre com Zara, Mango e H&M

A moda é uma forte aposta da Sonae que se prepara fazer frente a marcas como Zara, Mango e H&M. Moda à séria, com sentido fashion e acima de tudo, internacionalizável. Modalfa, para além de ser um nome de difícil pronúncia fora do território luso, tinha um estilo de vestuário e acessórios que, como a própria marca reconhece, precisava de ser afinado. A chancela acaba de renascer e chama-se agora MO. 

No retalho têxtil há mais de 25 anos, primeiro com oferta têxtil nos hipermercados Continente, depois com a abertura das lojas Modalfa e posteriormente da Zippy para segmento infantil, a Sonae reforça a sua aposta na área do vestuário. 

De acordo com a empresa, a MO é “inspirada na mulher de hoje e na sua família, cuja missão é disponibilizar aos seus clientes produtos com estilo e a excelentes preços, sempre em linha com as tendências de moda. A proposta de valor contemplará ainda uma extensa oferta de produtos essentials, também com um forte posicionamento de preço”. 

Desta feita, a marca passará a ocupar as atuais localizações da Modalfa sendo que até ao final de junho serão reformuladas mais de 100 lojas em todo o país. 

De olhos postos no mercado global, está previsto que a MO inicie o seu processo de internacionalização ainda este ano. Com um nome versátil e facilmente memorizável, a expressão “MO” é rapidamente conotada com a expressão latina “modus operandi” e bastante utilizada internacionalmente. 

Informalmente, a expressão MO significa um hábito enraizado, um estilo bem marcado no quotidiano. Ao olharmos para a definição de marca que a Sonae apresenta, percebem-se as semelhanças. “Se a tivéssemos que personificar, a MO seria uma mulher. Uma mulher que gosta de si, da sua família e dos seus amigos. Que valoriza o seu trabalho e os seus momentos. Uma mulher que é esposa, mãe e profissional. Uma mulher pragmática mas apaixonada, uma mulher que gosta de viver”, explica a Sonae através de comunicado. 

Está dado um primeiro passo para que este grupo português, paulatinamente, navegue no mesmo oceano que marcas como Zara, Mango e H&M. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mango lança novas marcas e negoceia com a Blanco

Apostar no segmento infantil é o passo que se segue no universo da Mango. A chancela Mango Kids estará à venda  na próxima coleção outono/inverno, mas o ano de 2013 promete mais uma novidade: o lançamento de roupa para desporto, que se chamará Sport & Intimates. Para 2014, a marca já anunciou que vai apresentar uma linha de roupa para jovens, a Mango Young. 

A chancela espanhola continua assim a prosseguir o caminho do crescimento. Em 2012, a marca faturou mais 20% do que em 2011, ano em que tinha vendido o equivalente a 1.408 milhões de euros. Feitas as contas, no ano passado, a Mango, que tem cerca de 1600 pontos de venda em 109 países, registou vendas na ordem dos 1.700 milhões de euros. 

Depois da aposta no lançamento masculino, com a marca H.E. e a Touch, lojas vocacionadas para mostrar os acessórios da Mango, a empresa deixa-se embalar no sucesso e prepara-se para piscar o olho aos pais e avós. Na sua página de Facebook, a marca vai já levantando o véu, através da colocação de um post com a indicação “Coming Soon – Fall/Winter 13” no qual é visível uma foto de com uma pequena camisola infantil. 

O post conta mais de 8000 “Gostos” e 126 comentários. A curiosidade e a expetativa está lançada, sendo que a empresa prevê abrir, em 2013, 300 novos pontos de venda em todo o mundo. 

Entretanto, há rumores (veja aqui a notícia) que indicam que o grupo catalão está interessado em adquirir a marca Blanco que começou há vários meses um processo de busca de sócios para garantir o seu futuro. Em cima da mesa das negociações estão duas possibilidades: a compra da marca ou a aquisição de espaços comerciais da marca.

Perante todos estes planos de expansão, não faltarão novidades da Mango para surpreender os seus seguidores mundiais. 

Marta Araújo

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Brand Story: Adidas e Puma

Nesta rubrica, vamos dar a conhecer algumas histórias que envolveram a criação e desenvolvimento de marcas famosas. Um espaço para falar das ideias que originaram grandes negócios e de como pequenos detalhes podem fazer a diferença na conquista de mercado. 

Esta história tem início na Alemanha, numa pequena cidade da Baviera. Foi ali que, em 1924, Adolf Dassler, um ex-combatente da Primeira Guerra Mundial, começou a desenhar e produzir calçado desportivo. O seu irmão, Rudolf Dassler, que já tinha experiência como vendedor, juntou-se ao negócio e o passo seguinte foi a criação de uma fábrica de calçado desportivo, a Gebrüder Dassler Schuhfabrik. 

A aventura dos irmãos Dassler começou na casa da mãe, usando a lavandaria como unidade de produção. Na altura, a cidade nem sempre tinha um abastecimento de eletricidade constante, pelo que era necessário dar energia aos equipamentos de produção através do pedal de uma bicicleta ergométrica.

O negócio prosperou e, antes da Segunda Guerra Mundial, a empresa vendia cerca de 200 mil pares de calçado por ano. Para chegar a este montante, os Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, tiveram um papel importante. Adolf Dassler deslocou-se de carro até à aldeia olímpica com uma mala cheia de amostras e convenceu o americano Jesse Owens a usar o seu calçado na competição. Foi o primeiro patrocínio dado a um afro-americano. O atleta venceu quatro medalhas de ouro e consolidou a boa reputação da empresa junto dos principais desportistas. E começaram a chegar encomendas de vários cantos do mundo. 

Ambos os irmãos eram membros do Partido Nazi, sendo que Rudolf tinha uma relação mais estreita com o partido. Durante a Segunda Guerra Mundial, a empresa teve de suspender a produção de calçado para se dedicar à produção de uma arma anti-tanques, a Panzerschreck, para o exército alemão. 

Depois da guerra, as rivalidades familiares (as esposas não se davam bem), as divergências políticas e pessoais, assim como o desacordo em relação ao futuro da empresa, acabaram por levar os irmãos alemães a colocar um ponto final na sociedade, acabando cada um por seguir o seu próprio rumo com empresas novas em 1948. 

Adolf, usando o seu apelido “Adi” e as três primeiras letras do sobrenome (“das”), fundou a Adidas. E Rudolf, criou a Ruda, sendo mais tarde aconselhado a mudar o nome para… Puma. E de uma rivalidade entre irmãos nasceram duas das principais marcas mundiais de material desportivo. 

7 Notas Curiosas

  • Depois da Segunda Guerra Mundial, e antes da separação do negócio, os irmãos Dassler passaram por enormes dificuldades. A matéria-prima era escassa e foi necessário recolher dos escombros da guerra a lona e a borracha necessárias para a fabricação do seu calçado. 
  • As três listas que fazem parte da identidade visual da Adidas foram criadas por Adolf Dassler e tornaram-se populares na década de 60, após o lançamento de uma linha de vestuário. 
  • A estratégia da Puma passou pela associação da marca a desportistas famosos. O Mundial de 1950, com o apoio a jogadores da seleção alemã e o patrocínio a atletas nas Olimpíadas de 1952, serviram para divulgar a marca e chamar a atenção dos consumidores. 
  • No Mundial de 1970, Pelé foi a imagem da Puma. Num jogo Brasil-Perú, antes do início, Pelé, instruído por Rudolf Dassler, pediu mais um tempo para apertar os cordões das chuteiras. Todas as câmaras se focaram no jogador e na marca das chuteiras. Tratou-se de uma precursora e criativa jogada de marketing.
  • Pelé deu a cara pela Puma, mas calçou Adidas no Mundial de 1970. O jogador não quis correr riscos em ganhar calos com chuteiras novas. E como resolveu o problema? Pintou as chuteiras Adidas de preto, apagando as três listas brancas e pintando uma lista branca no fundo preto, que era a imagem da Puma. Pelé fez marketing para a Puma, mas jogou com Adidas. 
  • Rudolf Dassler morreu em 1974 e os seus filhos Armin e Gerd Dassler venderam a empresa em 1989. Desde 2007, a marca integra o grupo francês PPR, dono de marcas como Gucci, Yves Saint Laurent, La Redoute e Fnac. 
  • A terceira geração ainda está ligada a um dos negócios. O neto de Rudolf Dassler, Frank Dassler é hoje um importante administrador da Adidas. Esta empresa, por seu lado, detém desde 2005 outra das principais marcas mundiais, a Reebok.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Guia de negócios em forma de infográficos

Um guia em forma de infográficos que ensina tudo sobre a arte de empreender. Eis uma iniciativa meritória e original. Funders and Founders estão a criar um livro que o leva a viajar desde o ponto no tempo em que o empreendedor não tem nada na mão, a não ser uma ideia de negócio, até ao sucesso. Em 200 páginas, contendo 50 infográficos, é possível consultar dados sobre a experiência de mais de 1000 fundadores e investidores de empresas. 

Curiosamente, nem metade do livro está pronto, mas a organização já está a divulgá-lo. "A nossa missão é inspirar todos, dos engenheiros às mães, a arrancar com uma startup. Nós chamamos-lhe  startupization". Para saber mais sobre este projeto, veja em Kickstarter ou na página de Facebook.

Source: Funders and Founders
Os conteúdos incluem o seguinte:

* O produto mínimo – a sua ideia é simples quanto baste?
* Criar valor – como acrescentar valor ao produto
* Comunicar a ideia – explicar para testar o conceito
* Marketing viral – as campanhas com mais sucesso
* Começar com um pequeno negócio
* As probabilidades do sucesso e a mentalidade ganhadora
* Como angariar capital

Em 2020, o planeta terá um bilião de empreendedores. A probabilidade de você ser um deles é de 1 para 19. E a probabilidade de você querer ser um deles é de 1 para 7. Veja neste infográfico quando será a melhor altura para começar...

Source: Funders and Founders

Mas a imaginação de Funders e Founders não tem limites. Em tempos de crise, o receio de avançar é um obstáculo. Veja como ultrapassá-lo.

Source: Funders and Founders

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Google Portugal tem novo líder


José Antonio Martínez Aguilar é o novo líder da Google Portugal, substituindo assim Paulo Barreto no cargo. O espanhol que tem mais de 15 anos de experiência nos sectores de internet, móvel e media, e está na Google há sete anos (ver perfil). 

Licenciado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidad Politécnica de Madrid e um MBA do Instituto de Empresa, José Antonio conduz a partir de agora as operações em Portugal, com o foco virado paras PME lusas. O novo líder pretende apostar no “desenvolvimento do negócio junto das empresas portuguesas, agências e anunciantes proporcionando às companhias, de todas as dimensões, aproveitarem todas as oportunidades da Internet para promoverem os seus produtos e serviços a nível local, nacional e internacional”, refere o comunicado da Google Portugal. 

José Antonio fez parte da equipa que iniciou o negócio em Espanha com responsabilidades nas áreas de negócio de Tecnologia, Media e de Telecomunicações. Trabalhou também na Google no Canadá onde lançou e geriu diferentes unidades de negócio, como Finanças e Turismo, e foi responsável pelo programa para pequenas e médias empresas. Em 2011, regressou aos escritórios da Google em Espanha para liderar a equipa de agências com foco no trabalho on-line e offline junto das agências de publicidade com vista ao desenvolvimento de estratégias de investimento nas plataformas Google. 

Antes, tinha sido cofundador e Vice-Presidente de produto, marketing e vendas da mCentric, uma empresa especializada em tecnologia e soluções móveis. José Aguilar iniciou a sua carreira na Airtel (Vodafone Spain), onde trabalhou como general manager da unidade de negócio de Internet e como diretor de desenvolvimento de produtos e serviços, tendo desenvolvido o primeiro serviço de dados móveis em Espanha.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

"A segmentação de mercado nem sempre é aplicável"

Deseja ser visto como um "especialista" em ser curioso e é fruto dessa pretensão que se tem dedicado à partilha de informação sobre as principais tendências de gestão que têm surgido nos mercados mundiais. Pedro Barbosa, docente universitário e colaborador do Grupo El Corte Inglés, acaba de lançar o livro "Harvard Trends 2013", com edição da Vida Económica (ver mais informações aqui), dois anos após a publicação do primeiro livro relacionado com o tema. Em entrevista ao SIM, este responsável fala sobre o que podemos encontrar na obra e aborda alguns dos desafios, ao nível da gestão e do marketing, que as empresas têm de enfrentar nos dias de hoje.

SIM - Depois do primeiro livro lançado em 2011, surge agora o “Harvard Trends 2013”. Quais as principais diferenças que poderemos encontrar nesta nova publicação? O mundo e os mercados mudaram muito neste curto espaço de tempo?
O livro segue a mesma linha lógica: tendências de gestão em formato "bit size". Ao mesmo tempo, é bastante diferente, porque os conteúdos estão significativamente mais aprofundados, sem serem necessariamente menos acessíveis. O livro está também mais organizado na sua forma. 


Refere no livro que os seus planos não passam por ser especialista em tendências, mas sim em curiosidades. Entre as várias tendências de gestão que enuncia no livro, quais as que lhe despertam maior curiosidade?
O que eu quis dizer é que quero ser um "especialista" em ser curioso. Não pretendo ficar com o registo das tendências, como se fosse o meu campo. É natural que tendo o único modelo de identificação de tendências aprovado a nível mundial, exista essa associação. Mas eu gosto e quero fazer coisas diferentes, que me despertem curiosidade e paixão. 


Esta obra fala de uma grande tendência a que apelida de “contratendência”. Isto significa que as empresas estão obrigadas a orientar-se por um novo mapa de navegação nos mercados em que atuam?
A contratendência surge como oposição às tendências, mas em menor escala, precisamente por alguns daqueles que já tinham dado início a essa tendência. As empresas precisam de estar atentas às tendências, porque quem conseguir antecipar-se terá maior probabilidade de sucesso. 


A noção de segmentação de mercado, tal como a conhecemos tradicionalmente, estará em vias de extinção, por via do comportamento polarizado do consumidor? É por isso que defende um novo conceito, o de remarketing?
A segmentação não morreu, mas claramente já não chega - além de que, com a polarização e o cliente camaleão, nem sempre é aplicável, pelo menos da forma estática a que nos habituamos a considerar. O remarketing é uma tática que permite captar clientes com alta probabilidade de compra, porque evidenciaram interesse de forma ativa ou indireta pelo seu comportamento online. É uma forma extraordinária de aumentar a probabilidade de sucesso, sobretudo em e-commerce. 


A título de curiosidade, e face à origem e abrangência global das tendências de gestão referidas nos dois livros, que motivos levaram à escolha do título “Harvard Trends”?
Harvard foi a universidade com a qual comecei a ter contacto em 2007, quando o estudo de tendências era uma disciplina praticamente inexistente. O trabalho "Harvard Trends 2013" tem investigação em dezenas de universidades em todo o mundo, mas Harvard continua no seu epicentro. 


Tal como no primeiro livro, a internacionalização do “Harvard Trends 2013” é um objetivo? Em que mercados poderá ter maior acolhimento?
Sem dúvida. Temos ambição global. Não há nenhum país onde não pudesse ser editado, mas a prioridade recairá sobre Europa, Estados Unidos, América Central e América do Sul. 


Em termos pessoais e profissionais, a que tipo de situações gosta de dizer SIM?
A todas que me criam desafios e paixão. Todas onde posso aprender e crescer.

sábado, 8 de dezembro de 2012

A informação beta inunda os media


Estará a informação online a produzir um serviço beta em contínuo? A pressão tempo não se aplica  apenas aos produtos físicos, mas também aos serviços noticiosos, sobretudo aos online. Em primeiro lugar, a qualidade dos media em geral está em perigo há muitos anos, fruto da queda nas vendas em banca e das receitas publicitárias da imprensa. A consequência mais imediata foi o desinvestimento no capital humano. Os mais frios dirão que as decisões de gestão são inatacáveis numa perspetiva custo-benefício, argumento difícil de contrariar quando o horizonte de rentabilidade é de curto prazo.




A atual crise de identidade da imprensa, tendo um pé no offline (papel) e outro nos suportes digitais (site, blogs e redes sociais), leva só por si a uma informação beta, isto é, mal estruturada, feita à pressa e sujeita a retificações.  A concorrência e a falta de pessoas em número e qualidade nas redações produziram um "mundo beta" que contaminou ainda mais os online, onde a pressão tempo é muito maior. Garanto que não estou a alinhar na demonização do jornalista, perspetiva   nornalmente veiculada por quem não conhece os media, os seus critérios, a construção das notícias, os processos de cruzamentos de fontes, entre outros pormenores. Mas, infelizmente, ainda é uma perspetiva que encontramos em muitos profissionais de outros setores.

As empresas, sobretudo as tecnológicas, produzem em tempo recorde novos produtos e fazem-no em versões beta para testá-los. O mercado [consumidores e media especializados ou não] usa-os, percebe problemas e reporta-os. O marketing e produção tentam dar resposta e relançam produto. O mercado usa-o e percebe mais alguns problemas e o ciclo repete-se. O ciclo que era antes linear – pesquisa»planeamento»produção»venda – passa a ser circular: 

PRODUÇÃO DE PRODUTOS TECNOLÓGICOS
PRODUÇÃO DE NOTÍCIAS ONLINE OU ATÉ EM PAPEL (ao longo dos dias)

Embora o leitor possa pensar que os esquemas circulares acima expostos sejam repetidos, está enganado, como pode verificar nas respetivas legendas.O primeiro caso refere-se ao processo de produção industrial muito comum nas novas tecnologias e o segundo esquema ilustra o processo de produção de notícias. No caso dos online, o círculo pode fechar-se num só dia e no papel pode completar-se no espaço de uma semana.

É preciso ser jornalista para entender que este raciocínio não se aplica em 100% dos casos. Há sucessões de notícias perante as quais a Ciência Política se cala. A recente "confusão" sobre a extensão a Portugal das condições dadas à Grécia para pagamento dos empréstimos europeus ilustra bem essa circunstância. Os media tiveram de acompanhar as contradições diárias do Governo, refazendo notícias e abordagens ao longo de uma semana ou mais . Mas isso é jornalismo, puro e duro. Muitos académicos ou proto-académicos pensam que o jornalismo é superficial, mas ignoram que o ritmo é diário (ao minuto se for online) ou semanal, sendo impossível, até por falta de espaço em papel, dar uma visão holística de uma determinada temática. 

Esta capa do jornal i ilustra bem uma circunstância em que a informação beta se deveu às contradições dos políticos. Vale a pena clicar na imagem para ver as contradições dos protagonistas. Dias depois seria a vez de Cavaco Silva e depois Paulo Portas defenderem uma renegociação das condições do empréstimo. Passos Coelho faria igualmente marcha-atrás. É um ciclo contínuo de contradições que alimenta o ciclo contínuo de notícias aparentemente contraditórias. Aparentemente, porque a contradição não é dos produtores das notícias.



O problema atual do jornalismo não é a falta de visão científica e holística. O jornalismo nunca pretendeu alcançar esse patamar. O desafio é resistir à pressão tempo e conter a tendência da informação beta produzida às catadupas. Seja por concorrência desenfreada, falta de meios humanos, pressões das fontes ou outro motivo qualquer. As soluções ainda não foram encontradas e talvez só a autoredefinição dos media venha no futuro a recolocar a informação no seu devido lugar: os conteúdos de qualidade.





sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os currículos criativos vieram para ficar


Num mundo que se move ao ritmo frenético da tecnologia, o currículo tradicional deixou de ser a única ferramenta para quem procura emprego. Com pouco tempo para analisar documentos em papel, as empresas começam a apreciar originalidade e criatividade dos candidatos. Dizer mais em menos tempo pode marcar a diferença. 

Em determinadas áreas de trabalho, as apresentações em vídeo, powerpoint, flyers e cartazes, entre outras, são uma ferramenta usada por muitos profissionais para fazer currículos digitais. Ali exibem interesses pessoais, as capacidades de comunicação, energia e dinamismo. Em simultâneo, criam um envolvimento emocional impossível de obter numa folha de papel a preto e branco. 

Em empresas inovadoras e criativas, faz sentido que o seu recrutamento se identifique com candidatos que se apresentem com ações originais, numa abordagem distante das tradicionais cartas de apresentação e do curriculum vitae (CV), mais focadas na experiência e no passado. Orlando Andrade, licenciado em Publicidade, garantiu a entrada no mercado de trabalho através de um vídeo (ver em baixo) inspirado no famoso jogo “Quem é Quem?”. O vídeo tornou-se um sucesso na Internet e captou a atenção da Wit-Software, uma empresa de Coimbra que desenvolve aplicações para plataformas de informática a nível mundial.




Por outro lado, a conjuntura económica também leva as empresas a ter um maior escrutínio nos seus critérios de seleção, valorizando o esforço e a motivação dos candidatos. E só uma abordagem diferenciadora fará o interessado destacar-se entre dezenas de candidaturas. O estrategista de marketing digital, Matthew Epstein, seguiu este caminho. Criou um site com um vídeo humorístico e 10 razões pelas quais devia ser contratado pela Google. O vídeo tornou-se um fenómeno e a Google convidou-o a integrar os seus quadros. 

Hoje, um CV tem de ir além das capacidades profissionais. Além da carreira e experiência, importa realçar paixões, interesses e hobbies. A personalidade fora do ambiente de trabalho também importa. No entanto, os candidatos a um emprego continuam a ter de construir um conteúdo bem estruturado e ajustado à empresa que desejam. Têm de saber o que querem. 

Nas redes sociais, como o Facebook ou o LinkedIn, existe também uma opção a ter em conta. Mas não basta criar um perfil, é preciso assumir uma postura ativa e criar redes de contacto (networking). Por exemplo, o criativo italiano Cláudio Nader transformou o seu perfil de Facebook num currículo e foi assim que conseguiu um emprego como assistente de redes sociais e editor de conteúdos numa agência de web marketing em Bolonha.



E há quem leve a criatividade para um nível ainda mais avançado. João Dornellas, director de arte da YDreams, decidiu colocar o seu portefólio numa aplicação para iPad. A aplicação foi pensada como veículo de auto-promoção, mas o seu criador estava longe de imaginar o impacto que viria a ter. O projeto registou mais de 4.000 downloads no iTunes, choveram ofertas de emprego de todo o mundo e a sua criação motivou mesmo notícias na revista norte-americana Fast Company e nos sites Mashable, Design Taxi, assim como uma distinção do site FWA, que promove aqueles que considera serem os melhores trabalhos do mundo para a internet e mobile.


Um currículo original pode ser tão bom quanto uma publicidade para si mesmo. Uma espécie de panfleto que é distribuído a um possível cliente (empresa empregadora). É um trabalho de marketing pessoal que pode dar frutos, marcando uma impressão positiva e criando um fator de diferenciação. Basta deixar a criatividade fluir. 

Para terminar, ficam aqui alguns exemplos de currículos criativos: 

Alguns incluem mesmo a possibilidade de obter mais informações através de códigos SMS e QR

A criatividade pode ser a cura para a falta de emprego

Plataformas de apresentação deixaram de ficar circunscritas ao papel a preto e branco

Até uma t-shirt pode servir para causar um impacto positivo junto de quem recruta

Originalidade é um fator de diferenciação valorizado por algumas empresas

Um CV deve ir além das capacidades profissionais. Personalidade e interesses pessoais também importam

domingo, 25 de novembro de 2012

Futuro dos jornais no digital pago ameaçado pelos liveblogs



O diretor do El Mundo deu uma interessante entrevista ao Dinheiro Vivo sobre o futuro dos jornais. A ideia é simples: a idade de ouro dos jornais está para chegar, mas numa plataforma fundamentalmente, se não mesmo unicamente, digital. Serão conteúdos pagos para uma "grande minoria" de leitores que procuram informação feita por especialistas, isto é, jornalistas. Acho que esta visão é interessante, mas o entrevistado parece passar ao lado, pelo menos nesta entrevista [não digo que as ignore], de algumas realidades que já estão on moving. Os geradores de notícias ou media awareness não são desde há anos um exclusivo da comunicação social. A retransformação dos media para a hipotética fase do 100% digital pode acontecer, mas o mundo não parou durante esta crise de identidade da comunicação social. E é aí que as contas do diretor do El Mundo podem (ou não) estar erradas.



Crise dos media tradicionais caracteriza-se por estes terem um pé no papel e outro no digital

Source: mashable.com via Victor on Pinterest





Eu destacaria as seguintes passagens da entrevista:

a) Estamos a viver aquilo que Gramsci definiu como crise: quando o velho [o papel] ainda não desapareceu e o novo ainda não nasceu [o digital autosustentável].

b) A informação gratuita na internet tem os dias contados, não é financeiramente sustentável, foi uma burrice dos editores. [...] A solução é fazer pagar "a grande minoria que quer mesmo ler".

c) A banca de jornais está condenada a desaparecer.

d) O que acontecerá é mais simples: forçados a assinar os jornais de qualidade se os quiserem ler, os leitores vão progressivamente mudar-se para os tablets e smartphones, também eles cada vez mais baratos, porque é apenas aí que vão estar disponíveis as aplicações desenhadas pelos jornais.

e) O papel não é a nossa essência, é a nossa origem - o que é diferente. A essência é a informação que só os jornais de qualidade sabem produzir.

f) A migração para os tablets permitirá acabar com os custos de impressão e distribuição. "Estamos a falar de menos 50% de custos fixos! É uma poupança extraordinária para qualquer negócio".

A essência dos media é a qualidade de informação e é aí que teremos de regressar, mas agora numa linguagem e formatos digitais. É o mito do eterno retorno à essência  [qualidade de informação] e não à origem [o papel].

A EVOLUÇÃO DOS MEDIA
(carregar na imagem para melhor visualização)
Evolução dos media inspirada nas ideias de Pedro J. Ramírez, na entrevista ao Dinheiro Vivo


A situação atual, caracterizada pela crise de identidade dos media e pelas inúmeras dúvidas sobre os caminhos futuros, não poderá ignorar a concorrência real, mesmo na captação de publicidade, pelos meios independentes [free & earned media], com poucos recursos mas com suficiente capacidade de atrair públicos. Não me irei alargar muito neste post, mas chamo a atenção para dois aspetos:

1) O público potencial de jornais norte-americanos e espanhóis, como os citados na entrevista do diretor do El Mundo é muito maior nesses países, garantindo a autosustentabilidade financeira de um  modelo de negócio assente no jornalismo de qualidade e, logo, com investimento avultado no capital humano que permitirá diferenciar o produto dos free & earned media, como é o caso dos blogues. A realidade do El Mundo, por exemplo, com 24 milhões de utilizadores, não é aplicável diretamente a Portugal.

2) Um estudo muito recente de Neil Thurman e Anna Walters, da City University London’s Journalism School, sobre liveblogging diz que é este que se está a tornar no formato padrão para cobrir notícias de última hora, eventos desportivos e notícias de agenda, tais como as relacionadas com  as eleições presidenciais nos EUA. Segundo, Thurman, os liveblogs em Guardian.co.uk receberam 300% mais visualizações e 233% mais visitantes do que os sites convencionais de notícias online sobre o mesmo assunto. Eles também conseguem ficar à frente nas consultas de galerias de fotos online, obtendo 219% mais visitantes. O estudo chama-se Live Blogging - Digital Journalism’s Pivotal Platform?

Ou seja, é um engano pensar que os problemas dos jornais terminam quando o digital for economicamente autosustentável (com ou sem conteúdos somente pagos) e o papel morrer. O mundo não ficou nem ficará parado à espera que os velhos media tenham uma proposta de valor que ignore o papel e ofereça um digital de indubitável qualidade. Quando a crise dos media passar (ver esquema em cima), não surgirá um campo florido com meia dúzia de players especializados a digladiarem-se por espaço no mercado. Espaço de leitores pagantes e espaço de publicidade paga, entenda-se.

A proliferação das redes sociais, nomeadamente dos liveblogs, assemelha-se a um enxame de abelhas: cada uma por si pode parecer pequena e picar pouco, mas todas juntas constituem (agora e no futuro) um colossal desafio à qualidade dos media renascidos para o digital a 100%. O futuro está ao virar da esquina.

Prometo voltar a este tema noutras ocasiões.





domingo, 18 de novembro de 2012

O marketing ganhou um novo M

Os pára-brisas do carro protegem os raios ultravioletas das rugas, os ginásios deixam de ter olhares masculinos repletos de avaliações, as taxas de juro dos produtos financeiros são pensados a preceito. O marketing ganha, assumidamente, um novo M de MULHER. Os produtos e serviços só para mulheres vieram para ficar. 

A economia rendeu-se aos saltos altos e o marketing, como não podia deixar de ser, acompanha o passo. Por via da moda, os fatos de executiva podem continuar a ser cinzentos e os sapatos até podem ter um certo ar masculino, mas o universo feminino, principalmente aliado às mulheres com poder, tem cada vez mais cor, luxo e exclusividade. E dinheiro. Havendo dinheiro, há segmentação. 

Não faltam exemplos de carros que até há um par de anos piscavam o olho ao segmento feminino mas sem o dizer abertamente na sua comunicação. Aquele tipo de veículos que um homem jamais compraria para si. Pois bem, eis que em julho de 2011, e fruto de um casamento assumido entre as marcas Fiat e Gucci, nasceu o Fiat 500 Gucci: um produto destinado exclusivamente ao público feminino. O design e o glamour eram o seu forte.



No entanto, a marca Honda acaba de dar um passo em frente nesta segmentação. E sem medos. O modelo Fit She’s encontra-se à venda, para já, apenas no mercado japonês e mais do que design e cores a pensar especificamente nas mulheres, implementa tecnologia que atenta às nossas necessidades. Ora vejamos, e só a título de exemplo: para evitar as rugas, o pára-brisas impede a passagem de raios ultravioletas, a temperatura do ar condicionado está pensado de forma a não secar a pele nem estragar a maquilhagem. 

A pensar no universo de mulheres ativas que necessitam de um espaço onde possam cuidar do seu bem estar físico, englobando os cuidados alimentares, mas distantes dos olhares de censura – ou aplausos – da ala masculina, foram criados ginásios onde os homens não entram, mesmo no que ao núcleo de profissionais e colaboradores diz respeito. O Curves e o Vivafit são exemplo disso. Existem em Portugal e o negócio está a correr bem. 

Exemplos de áreas de atividade que têm apostado também no reino das mulheres é a banca e os seguros. O conjunto de soluções da Caixa Woman, da Caixa Geral de Depósitos, foi pioneira em Portugal e outros seguem-lhe os passos, como é o caso do Crédito Agrícola, com a CA Mulher, no qual se incluem os cartões de crédito, mas também os seguros e os depósitos. As suas mais valias passam, para além de descontos em compras de determinadas marcas, pela existência de seguros de saúde e produtos financeiros específicos para clientes do sexo feminino. 

E é precisamente pelo facto de as mulheres ocuparem cada vez mais cargos de importância, do ponto de vista social, empresarial e governamental, que lhes confere acesso a mais poder de compra e predisposição para adquirir e frequentar serviços de produtos que respondam às suas necessidades. Hotéis e restaurantes pensados para mulheres executivas (a primeira foto do post ilustra o Hotel Bella Center, em Copenhaga, Dinamarca) e computador portáteis "woman-friendly" (como este), são mais alguns exemplos disso. 

Em jeito de curiosidade, o Metro do Rio de Janeiro, no Brasil, passou a ter carruagens exclusivas para mulheres. Basta olhar para o mercado e perceber. O marketing ganhou mesmo um novo M que apenas agora começa a ser explorado…mas com saltos altos.

Marta Araújo