Entrevista com Pedro Barbosa, autor do livro "Harvard Trends 2013"

Docente universitário aponta alguns dos principais desafios atuais que as empresas têm de enfrentar ao nível da gestão e do marketing

O SIM é um espaço online de perspetivas, partilhas, entrevistas e informações inspiradoras

Este é um blogue da LivingBetweenMedia e move-nos a vontade de ver as coisas por um ângulo diferente!

Somos aquilo que lemos? É possível ganhar novas competências na leitura?

Saber escolher as fontes e interpretá-las corretamente é uma competência fundamental numa sociedade onde a informação é aparentemente excedentária

As redes sociais são um desafio para as empresas

Aprender a gerir a presença nas redes sociais é fundamental. A potência viral destas redes funciona para o bem e para o mal

Educar para os media é abrir o olho para o mundo real

No mundo global, um cidadão que saiba interpretar o papel dos media é mais competente em qualquer profissão. A LivingBetweenMedia partilha essa visão

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

IST Press: Lean Six Sigma Para Qualquer Negócio

Lean Six Sigma é uma corrente internacional que indica um conjunto de boas práticas que contribuem para a eficiência e sustentabilidade das organizações. Esta metodologia consiste na permanente melhoria de processos e eliminação de defeitos, capaz de tornar uma empresa mais lucrativa, com custos reduzidos e operações otimizadas.

Se for bem implementado, o conceito pode ter efeitos benéficos para empresas e organizações. Na década de 80, a Motorola foi uma das primeiras a adotar a filosofia, aplicando uma série de ferramentas que trouxeram melhorias à sua produtividade e rentabilidade. A metodologia acabou por ser seguida por outras empresas como a General Electric e o Citibank. E perante o grande interesse do mercado, a Motorola criou mesmo um departamento para dar formação externa sobre esta metodologia.

Outra das origens do Six Sigma provem do Japão, concretamente do termo "Kaizen", que significa melhoria contínua e gradual a nível pessoal, familiar, social e profissional. A sua aplicação ao mundo nos negócios, foca-se na humanização das relações, assim como na identificação e eliminação de desperdícios, usando um método científico que foi testado pela Toyota. Uma corrente que em Portugal tem o seu expoente no Kaizen Institute Portugal, que já convenceu Sonae, Grupo Amorim, Unicer, CGD e Salvador Caetano.

Os projetos Six Sigma combinam análise estatística, qualidade de processos, estratégia organizacional e boa relação custo-benefício. Especialista acreditado na área, Ricardo Anselmo de Castro desvenda alguns dos segredos do Six Sigma e aponta os caminhos que devem seguir uma organização sustentável. Ricardo é engenheiro mecânico na Volkswagen Autoeuropa, que também adotou o conceito, e coordena um curso de especialização em Lean Six Sigma no Instituto Superior Técnico, instituição que editou esta obra. 

O Livro: A Lean Six Sigma é uma estratégia de negócio que tem vindo a ser difundida, aplicada e desenvolvida, ao longo dos anos, não apenas nas empresas de maior renome mundial mas, felizmente, em organizações de menor dimensão. Com um grande foco na eficácia e eficiência dos processos, produtos e serviços, a Lean Six Sigma diz o quê e como fazer para aumentar, de forma substancial, a riqueza, através de um pensamento claro, lógico e factual. Longe de estar amplamente divulgada e muito menos enraizada é de capital importância ganhar consciência do desperdício que nos rodeia e de quanto perdemos, diariamente, pelas coisas não correrem como o esperado; seja do ponto de vista do cliente, do colaborador ou do acionista.

Com o intuito de criar um sonoro insight no leitor, o livro divide-se em seis capítulos e um estudo de caso real. Após ser explanado o propósito do texto e descrito o panorama nacional atual, por notícias trazidas pela imprensa, o terceiro, quarto e quinto capítulos são dedicados à Lean Six Sigma, tanto em termos concetuais, como através de poderosos exemplos, sejam um hospital público português, a indústria automóvel, ou até uma praça de táxis. De igual modo, a gestão da mudança é analisada de forma pertinente, a partir de valiosas ferramentas. O último capítulo remete o leitor para as considerações finais, em jeito de síntese, reforçando os conceitos anteriores e sublinhando que a mudança para um mundo melhor começa em cada um de nós.

Dos gestores de topo aos jornalistas, dos engenheiros aos supervisores de produção, da logística à saúde ou do ensino ao pensamento científico, "Lean Six Sigma - Para Qualquer Negócio" é o primeiro livro em português europeu que mostra a simbiose de duas estratégias de negócio outrora independentes - uma proveniente do Japão e a outra dos Estados Unidos.

O Autor: Ricardo Anselmo de Castro é engenheiro mecânico do ramo de termodinâmica aplicada pelo Instituto Superior Técnico. Com uma especialização em gestão e avaliação de projetos pela Universidade Católica Portuguesa, é certificado em project management professional pelo Project Management Institute. Possui ainda a especialização em six sigma black belt pela American Society for Quality, tendo recebido, em 2010, o 1.º prémio de melhor projeto da especialidade, a nível nacional. Com experiência em áreas como a saúde e a indústria automóvel é também co-fundador e coordenador do curso de especialização em lean six sigma black belt no Instituto Superior Técnico.

Título: Lean Six Sigma - Para Qualquer Negócio
Editora: Instituto Superior Técnico
Lançamento: Novembro / 2012
Género: Gestão
N.º de Páginas: 232
Preço: 22,00€

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

D.Quixote: Criar Modelos de Negócio



Eis um livro prático sobre modelos de negócio. Não é uma novidade acabada de sair, mas vale a pena ir ao baú dos infinitos lançamentos editoriais para retirar de lá uma obra técnica que está longe de ser um mero exercício teórico. Vale a pena ler com atenção e ir buscar ao modelo proposto a aprendizagem necessária para fazer algo de raiz ou modelar um negócio já existente. 

Da autoria de 470 profissionais especialistas em modelos de negócio, originários de 45 países, este livro foi financiado e produzido sem o apoio da indústria editorial tradicional. Os escritores da obra são Alexander Osterwalder & Yves Pigneur. Curiosamente, o livro em Inglês e em formato PDF está disponível aqui.

O modelo base de partida é simples, como acontece sempre com as boas ideias.



1. Segmentos de clientes devem ser identificados e caracterizados. Conheça os seus clientes!
2. Propostas de valor procuram resolver problemas dos clientes e mantê-los satisfeitos. Em que se diferencia ou destaca o nosso produto ou serviço?
3. Os canais de comunicação, distribuição e vendas servem para entregar ao cliente as nossas propostas de valor.
4. As relações com os clientes são estabelecidas e mantidas com cada um dos segmentos.
5. Os fluxos de rendimento representam o dinheiro que cada segmento gera para a empresa, sendo que os custos devem ser subtraídos aos rendimentos para obter o lucro.
6. Recursos-chave são os ativos necessários para que seja possível a entrega da proposta de valor ao cliente final (recursos humanos, físicos, entre outros).
7. Atividades-chave são todas aquelas tarefas essenciais para que o modelo de negócio funcione com sucesso (desenvolvimento de software é a atividade-chave da Microsoft).
8. Parcerias-chave prende-se com a rede de fornecedores e parceiros que fazem o modelo de negócio funcionar.
9. Estrutura de custos descreve todos os custos envolvidos na operação de um modelo de negócio (as companhias de aviação low-cost montaram o modelo do seu negócio centrado neste elemento).

Aqui pode ver um vídeo resumido do modelo:



Fugindo aos clichés de Michael Porter sobre a cadeia de valor (forma como funciona internamente uma empresa) e rede de valor (alargamento da cadeia para os parceiros externos), o livro é simples na estruturação e linguagem, estando igualmente bem recheado de exemplos de modelos de negócio que tiveram sucesso, caso da Nespresso e da Apple. Vale a pena atentar nos erros que as marcas cometeram até alcançar o sucesso. 

A sofisticação do livro não vai ao ponto de analisar o efeito de retroação da marca, criado por David Aaker, no caso da (Nes)presso, ou seja, o facto e a marca de café ter aproveitado inteligentemente o capital de valor da (Nes)tlé, criando um efeito visual e cognitivo com óbvios efeitos positivos. No caso da Apple, é referido o caso do iPod como não sendo totalmente original, o que é inteiramente verdade. Mas são os próprios autores a sublinhar a proposta de valor mais arrojada e de qualidade superior que faz com que muitos pensem que o second mover (a Apple) é o first mover, o que não é verdade. Mas o resultado está à vista.


Título: Criar Modelos de Negócio
Editora: D. Quixote
Edição: Novembro / 2011
Género: Ensaio/Técnico
N.º de Páginas: 281
Preço: 24,95 €