Entrevista com Pedro Barbosa, autor do livro "Harvard Trends 2013"

Docente universitário aponta alguns dos principais desafios atuais que as empresas têm de enfrentar ao nível da gestão e do marketing

O SIM é um espaço online de perspetivas, partilhas, entrevistas e informações inspiradoras

Este é um blogue da LivingBetweenMedia e move-nos a vontade de ver as coisas por um ângulo diferente!

Somos aquilo que lemos? É possível ganhar novas competências na leitura?

Saber escolher as fontes e interpretá-las corretamente é uma competência fundamental numa sociedade onde a informação é aparentemente excedentária

As redes sociais são um desafio para as empresas

Aprender a gerir a presença nas redes sociais é fundamental. A potência viral destas redes funciona para o bem e para o mal

Educar para os media é abrir o olho para o mundo real

No mundo global, um cidadão que saiba interpretar o papel dos media é mais competente em qualquer profissão. A LivingBetweenMedia partilha essa visão

Mostrar mensagens com a etiqueta Internet. Mostrar todas as mensagens
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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Marcador Editora: Ganhar com o Facebook

As redes sociais vieram para ficar, sendo que o Facebook é uma das aplicações preferidas dos portugueses. Naquele espaço virtual está tudo a acontecer a todo e qualquer instante, e  ali se juntam milhões de consumidores predispostos a receber informação.

É por isso importante para empresas, marcas e profissionais, e até mesmo a utilizadores comuns, saber quais as melhores formas de tirar maior rendimento desta plataforma.

Criar notoriedade e uma imagem positiva, estabelecer uma relação de proximidade com fãs, amigos e clientes, desenvolver novos negócios (ou expandir os existentes) e gerir com maior eficácia as relações com consumidores são algumas das potencialidades de uma utilização adequada e bem sucedida do Facebook. Brian Carter, conceituado especialista internacional na área do marketing digital, apresenta em "Ganhar com o Facebook", algumas estratégias que podem ajudar a maximizar, inclusive financeiramente, a utilização dos media sociais.

O Livro: Hoje em dia as pessoas não se limitam a “estar” no Facebook. Na verdade, é um dos lugares onde estão mais envolvidas. O marketing no Facebook já não é opcional — mas a área está cheia de exageros, tolices e soluções falsas que não dão resultados. Este livro dá-lhe o que realmente precisa: um plano completo, passo a passo, para maximizar o seu retorno no Facebook.

Seja o leitor um empreendedor, um profissional de marketing ou apenas um curioso, Brian Carter oferece técnicas passo a passo e lições práticas que vão ajudá-lo a:

  • Atrair mais visitantes e fãs a um custo muito reduzido…
  • Identificar as melhores oportunidades de lucro no Facebook…
  • Elaborar programas que reflitam as suas ofertas, marcas e clientes de forma personalizada…
  • Converter mais visitantes em compradores…
  • Repelir detratores da marca e encorajar comentários produtivos e positivos…
  • Medir e otimizar continuamente o seu desempenho…
  • Fazer com que a sua presença no Facebook passe de uma mera experiência a um canal de marketing robusto e altamente lucrativo…

O Autor: Brian Carter é conhecido no mundo inteiro por ser um dos especialistas de elite em marketing na internet com vários anos de experiência em marketing no Google, Twitter e Facebook. A sua experiência e conhecimento de topo fizeram-no desenvolver estratégias e construir visibilidade nos principais motores de busca e marketing social para entidades como a Universal Studios ou o Exército dos EUA. É um orador e formador talentoso, aparece regularmente nos mais importantes meios de comunicação dos EUA, como o U.S. News ou o The Wall Street Journal. Escreve para dois dos mais populares blogues de marketing do momento, o Search Engine Journal e o AllFacebook, lidos regularmente por mais de cem mil leitores. Tem milhares de seguidores no Facebook, Twitter e LinkedIn.

Título: Ganhar com o Facebook - Como Maximizar a sua Presença nas Redes Sociais
Editora: Marcador Editora
Lançamento: Março / 2013
Género: Gestão
N.º de Páginas: 352
Preço: 17,50€

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Depilação + Preservativos = Nova Iorque


O Dia dos Namorados serviu de mote para juntar duas marcas do grupo Reckitt Benckiser numa campanha promocional em Portugal. Não se pode falar de um dueto improvável, mas a Veet e a Durex, uma especialista em produtos de depilação e outra dedicada ao fabrico de preservativos, uniram forças para impulsionar as vendas e surpreender o mercado. 

Para este efeito, as duas marcas vão proporcionar aos seus consumidores uma experiência diferente, com cada uma a oferecer uma viagem a Nova Iorque para duas pessoas. Num passatempo que irá decorrer até dia 10 de Março, nas páginas de Facebook da Veet e da Durex, os participantes apenas terão de comprar um produto de uma das insígnias e escrever uma frase original que contenha o nome da marca respetiva e Nova Iorque. 

A campanha, que para além das redes sociais estará igualmente em evidência nos pontos de venda, inclui ainda a oferta de experiências românticas, cinco por marca, para os concorrentes mais criativos.

domingo, 20 de janeiro de 2013

As marcas que mais mencionámos nas redes sociais

Já se perguntou sobre o que falam as pessoas nas redes sociais? Portugal é o país da Europa onde mais se utiliza a internet para aceder às redes sociais e partilhar conteúdos. Só o Facebook possui mais de 4,5 milhões de membros portugueses e, de acordo com um estudo recente, em média gastamos 88 minutos por dia nos “social media”. Daí que seja interessante verificar sobre que assuntos falam os portugueses nas redes sociais. Aproveitando os resultados do serviço “Social Media Explorer”, disponibilizado pela Marktest, é possível saber quais as marcas que, nos últimos meses, concentraram maiores atenções no mundo virtual. 

São vários os assuntos que saltam à vista dos cibernautas portugueses. Por exemplo, a 12 de novembro, uma notícia (ver vídeo) relativa a um agricultor sueco que alterou o seu trator com um motor da Volvo contou com um elevado número de referências no Facebook, enquanto o anúncio do lançamento do novo Blackberry 10 e um acordo entre a Apple e a HTC para o licenciamento de patentes foram temas mais discutidos no Twitter. 

Como se conclui, o tipo de assuntos e marcas que se discutem são diferentes entre as redes sociais. O Facebook parece ser o palco eleito para falar de promoções de algumas marcas. Em novembro e dezembro últimos, esta rede social contou com muitos comentários acerca de uma falsa promoção feita pelo Pingo Doce, de uma promoção do Minipreço com iogurtes da Nestlé, de grandes descontos que a Fnac estava a preparar e sobre a época de saldos na Zara. 

Por sua vez, a atividade da página de Facebook do Licor Beirão, que atingiu 200.000 fãs também foi muito partilhada pelos utilizadores portugueses. Por seu lado, os temas mais económicos têm maior apetência para o Twitter. As notícias da contratação do novo diretor geral da Microsoft Portugal, da privatização da TAP ou da possível fusão entre a Zon e a Optimus foram muito referenciadas em dezembro. Eventos musicais como o Vodafone Mexefest e o Optimus Alive 2013 também foram falados no Twitter, gerando muitos comentários acerca das bandas que irão estar presentes. 

E no dia 25 de dezembro? A marca mais falada pelos portugueses nas redes sociais durante o dia de Natal foi a Apple. Depois da elevada procura na época natalícia, e abertos que foram os presentes, os produtos da marca da maçã, iPad e iPhone, motivaram imensas partilhas de mensagens e imagens.

Já em 2013, para além das conhecidas polémicas com a campanha da Samsung e a redução de trabalhadores na Sumol/Compal, temáticas como a renovação da marca Meo, o aumento de capital do Banif e o novo tarifário Smart lançado pela Optimus, tiveram amplo espaço nas redes sociais. 

Os portugueses gostam de falar de marcas nos “social media” e saber assumir o papel de consumidores. As promoções são motivo de partilha, as notícias geram discussão e as polémicas são fonte de indignação. Por outro lado, parece haver uma tendência para separar as águas entre Twitter e Facebook. No primeiro, os temas económicos tomam a liderança, enquanto o segundo parece mais adequado para se falar das marcas de consumo. 

As empresas sabem que hoje é um imperativo estar presente nas redes sociais. Não fazê-lo seria um erro estratégico para as suas marcas. Porém, não basta estar online. Para gerar “buzz” positivo há que ir ao encontro das expetativas dos utilizadores e ter muito cuidado com o que se diz e faz. Senão corre-se um risco ainda maior: a auto-destruição de valor da marca. E são erros que se pagam caro. O exemplo acima da Sumol/Compal ilustra bem esta questão.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Viana do Castelo é a estrela em grupo do Facebook

Pode um grupo criado numa rede social mobilizar milhares de pessoas a partilhar as suas fotografias? Sim. Pode esse espaço virtual ser dedicado apenas a imagens de um distrito de Portugal? Sim. E pode o projeto extravasar o virtual e transformar-se numa obra artística e solidária no mundo real? Sim. O “Fotografias de Viana de Castelo” é um grupo de utilizadores do Facebook criado há quase dois anos e já conta com mais de 3.500 fãs. Esta ideia de amigos é hoje uma referência para muitos amantes da fotografia. 

Os grupos do Facebook são uma ferramenta cada vez mais popular. Aqui os utilizadores da rede social podem partilhar e discutir ideias de interesse pessoal e/ou profissional. Nesta plataforma estabelece-se uma espécie de relação “win-win” onde a informação produzida por todos os membros em conjunto acaba por criar valor importante para todos eles. 

E numa era onde o multimédia impera, quem partilha informações, ideias ou opiniões, pode fazer o mesmo em relação a vídeos, sons ou fotografias. E foi esta última hipótese que inspirou quatro amigos de Viana do Castelo, que pensaram na aplicação do Facebook para partilhar as imagens que capturavam pela cidade. 

Se calhar, o que os fundadores não estavam à espera, era da enorme adesão das pessoas ao grupo que criaram na rede social. Vários amigos foram aparecendo e muitos começaram a partilhar também as suas fotos tiradas no distrito. Hoje, o “Fotografias de Viana do Castelo” conta com mais de 3.500 membros e milhares de imagens exibidas. 

O grupo tem dado azo à crítica e opinião fotográfica, à análise de estilos e gostos diferentes e à divulgação de eventos. É uma forma de estar, onde o convívio e a troca de experiências, na sua vertente lúdica, são uma fonte de inspiração. Mas o impacto das redes sociais permitiu dar o salto e ir mais além. 

O grupo dinamizou desafios temáticos, onde os utilizadores são incentivados a procurar uma imagem ideal em função de um tema concreto, sendo as melhores fotos votadas depois pelos membros. Temas como “Pontes”, “Vida Animal”, “Varandas” ou “Preto e Branco”, em Viana do Castelo, claro está, já serviram de teste ao toque requintado de fotógrafos profissionais e ao experimentalismo curioso de amadores. 

Os utilizadores têm elevado o nível e a qualidade dos trabalhos e a transposição do projeto para o “mundo real” acabou por ser natural. A realização de exposições foi o passo seguinte, sendo de realçar o cariz solidário de alguns dos eventos. No final de 2011, a exposição "Um ano em fotografias" deu apoio à associação "O Berço", dedicada ao acolhimento temporário de crianças. Uma mostra de 365 fotos, escolhidas entre mais de 5.000 imagens e colocadas à venda, serviu para angariar dinheiro para ajudar a instituição em causa. 

Pessoas comuns podem criar valor para a sociedade e dinamizar os outros em prol de um tema. As redes sociais potenciam isso e fazem muito mais. O “Fotografias de Viana do Castelo” faz mais do que muitas entidades oficiais para a promoção turística do distrito. Ao mesmo tempo, é um ponto de abrigo para amantes de fotografia e uma presença dinamizadora no mundo real. Esta iniciativa até conseguiu gerar impacto nos media televisivos. Para as boas ideias, o céu será sempre o limite.



Fotos de Viana do Castelo
Essa foto de Viana do Castelo é cortesia do TripAdvisor

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Postar sim, mas com cuidado


É uma espécie de campainha. Um buzina que alerta bem alto. E apesar de ter sido pensada para veicular a mensagem para os jovens, o seu conteúdo tem tudo para sortir efeito nos adultos e até mesmo na terceira idade. O segredo poderá estar no facto de utilizar dois paradigmas comunicativos num só, ou seja, através do antigo, explicar os desafios do novo.

Estejamos nós a falar das redes sociais, de blogues ou sites, a realidade é uma: independentemente da idade que tenhamos, da formação que possuímos, da profissão que desempenhamos, da classe social que ostentamos ou mesmo dos gostos gastronómicos que temos, aquilo que colocamos online – ou ‘postamos’, como agora se diz – foge ao nosso controlo. Logo, requer uma saudável responsabilidade da parte de quem está na rede.

Trata-se de um vídeo interessante, explicativo, intergeracional e, convém sublinhar, bem ao estilo americano. Ver não custa e partilhar com quem achamos que possa ser útil, serve de memória e, quiçá, torna-se um verdadeiro gesto de solidariedade.

Fica o desafio para, de quando em vez, e principalmente em família, darmos uma vista de olhos neste vídeo. Só para lembrar! Pode vê-lo aqui em baixo.



Marta Araújo

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O design é teu, dizem eles…


O que têm em comum a Cutty Sark, a Lotaria e a Bimby? Aparentemente muito pouco. Podemos sempre pensar que beber um copo de Cutty Sark – mas mesmo só um copinho porque nestas coisas do álcool não convém exagerar – pode servir de inspiração para comprar a cautela com o número certo de modo a que, com esse dinheiro, seja mais acessível adquirir uma Bimby… 

Mas a ligação destas três marcas, neste momento, não passa por aí. A questão prende-se com a ativação de concursos e as suas consequências. À partida, a ideia é interessante: fazendo jus à premissa do marketing de que os consumidores têm gosto em envergar o papel de prosumidores (consumidores+produtores) e assumir uma ação interventiva nas chancelas, convidar a comunidade a participar na elaboração de novos logos, imagens, embalagens e coisas que tal, pode ser uma boa jogada. Isto desde que as marcas não queiram ser mais papistas do que o Papa e não tenham como objetivo fins que, aos olhos dos tais prosumidores, sejam um abuso. 

A Cutty Sark tem a decorrer o concurso “O Mundo é nosso, o Design é teu”, destinado a estudantes de Design. O desafio passa por desenhar os rótulos, a cápsula, a Gift Box e fazer a maqueta de uma das suas garrafas destinada a uma edição exclusiva. O prémio é de 2000 euros. 

Tudo parece aliciante mas as críticas, que são várias, já se fazem sentir na página de Facebook da marca. Desde logo, para conseguir aceder ao regulamento do concurso, os interessados são obrigados a colocar “Gosto”na página de Facebook da marca, o que os leva a considerar que esta é uma estratégia encaputada para aumentar significativamente o número de fãs. Outro factor que está a merecer contestação relaciona-se com o regulamento do concurso, nomeadamente a alegada restrição a cursos de Design, bem como a pessoas matriculadas no ano letivo 2012-2013 e também porque o trabalho vencedor será o que tiver mais votos no Facebook, o que, na opinião dos críticos, descredibiliza a qualidade do trabalho. 

Vejamos agora um exemplo mais equilibrado, abrangente e inclusivo. O Departamento de Jogos da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa tem em marcha o concurso “Lotaria à Portuguesa”. Neste caso, a proposta passa por convidar todos os criativos nacionais – de diferentes áreas – que estejam interessados em demonstrar o seu talento, através da ilustração de uma cautela da Lotaria Clássica. 

Haverão 6 vencedores, cada um receberá mil euros mais cautelas – que, com muita sorte, poderão estar premiadas! – e existe um júri composto por vários elementos internos e externos à organização para avaliar as participações. As redes sociais não foram excluídas. Haverá, por isso, um prémio associado ao projeto que tiver maior número de votos nas redes sociais. No momento em que escrevo este texto, o sorteio conta com 253 participações. 

Críticas à parte e colocando de lado as estratégias de comunicação utilizadas, Cutty Sark e Santa Casa da Misericórdia, têm algo em comum: vão remunerar financeiramente os vencedores. Ou seja, não podem ser acusadas de querer trabalhar o marketing de proximidade e renovar a sua imagem à custa de borlas criativas. 

No entanto, esta questão dos custos, se for bem explicada e os destinatários perceberem que é em prol de uma causa, pode ser ultrapassada. Vejamos este exemplo: a Vorwerk, empresa que representa a Bimby, desafia designers e criativos a criarem um logotipo para a marca, mas desta feita inserido no tema “Bimby Solidária”

A nova imagem, que terá como júri membros da própria empresa Vorwerk, servirá para identificar a marca sempre que esta estiver ligada a uma causa de solidariedade social e irá constar de todos os documentos administrativos, materiais de divulgação, páginas web e outros suportes. 

O vencedor será premiado com uma Bimby. É justo ou injusto? Os prosumidores, até ver, mostram-se contentes. Na página de Facebook da marca, o post sobre esse assunto, tem 318 gostos. O preço do equipamento, relativamente elevado e principalmente na atual conjuntura, parece ser um ativo positivo para o sucesso da iniciativa. Ainda que com borlas.

Marta Araújo

sábado, 27 de outubro de 2012

O efeito nefasto do Twitter nos media


Deparei com uma interessante entrevista ao jornalista Enrique Lavilla, da Vozpópuli e que também já trabalhou no El Mundo, sobre o efeito Twitter na Comunicação Social. A velocidade das mudanças tecnológicas é cada vez maior e os media não querem ficar para trás. Incorporam tudo e mais alguma coisa, desde os iPads ao Facebook e Twitter, chegando mesmo aos blogues.

O que nos diz Lavilla? Não é o Twitter que converte algo em viral, mas sim os utilizadores que fazem circular a informação e os meios de comunicação social que a difundem. A trivialização da esfera pública é um dano colateral produzido pela apropriação massiva das plataformas de comunicação pública geridas autonomamente por cada um. Mais importante: Perante este fenómeno, os meios de comunicação têm de escolher entre converter-se em porta-vozes da mediocridade ou, alternativamente em mediadores eficazes do conteúdo de qualidade que também circula nas redes. Vale a pena ler o artigo original de Lavilla que deu azo a esta entrevista (Twitter: el "reino de lo emergente" que marca el paso a los medios de comunicación).

De uma forma menos estruturada, uma reflexão semelhante já me tinha assaltado após assistir em várias ocasiões a um determinado programa desportivo na RTP. Nesse espaço informativo, Álvaro Costa surge do além para ir relatando aos comentadores honoris causa residentes o que se está a dizer nas redes sociais sobre este e aquele assunto. Como diz um conhecido meu, o Twitter é o café e o Facebook é o Pub (nunca lhe perguntei se ele achava que o blogue é um restaurante ou um hotel). Ou seja, a conversa de café é rápida e superficial e o Twitter suporta poucos caracteres para expressar um qualquer pensamento.

É verdade que em ocasiões determinadas são os próprios media que entram pelo café adentro para saber o que o Manel e a Maria pensam sobre o aumento de impostos ou sobre o resultado de Portugal contra a Rússia no apuramento para o Mundial do Brasil. Chama-se a isso reportagem ou apontamento de reportagem. Algo diferente é a banalização de projetos mal acabados de opiniões, impressões ou estados de alma de cidadãos que no Twitter ou até no Facebook podem nem assumir a sua verdadeira identidade. Está-se a dar voz a uma sociedade sem rosto. Não é a Maria nem o Manel.

Acho que o afã de ser atual contagiou os media e poderá estar a levá-los a esquecer o seu papel de mediadores e gestores da produção de uma informação de qualidade, pilar fundamental para erigir com bases sólidas uma sociedade mais democrática e menos desigual. Querem os media ser porta-vozes da mediocridade e do banal?